
Diógenes Ferreira
Advogado especialista em gestão de salões de beleza e barbearias
O setor mais bonito do Brasil não pode ser o mais desorganizado
Por Diógenes Ferreira
O Brasil é um dos países que mais consomem beleza no mundo. Salão cheio, barbearia lotada, agenda cheia — e, mesmo assim, o setor continua sendo um dos mais desorganizados que existem. Onde há movimento, muitos pensam: “está tudo bem”. Eu digo: está não.
Vejo isso todos os dias, dos dois lados do balcão. O dono que não encontra profissional de confiança. A manicure que entra e sai do salão sem compromisso com a própria carreira. O cliente que troca de lugar porque nunca sabe o que vai encontrar. Ninguém investe em ninguém — porque ninguém confia em ninguém. E um mercado que não confia, não cresce.
A boa notícia: isso tem solução. E ela não passa por esperar que o outro mude primeiro.
O profissional que se qualifica — postura, atendimento, gestão do próprio trabalho, ética — para de ser trocado e passa a ser disputado. O dono que organiza o próprio negócio — processos, critério na contratação, valorização de quem faz bem feito — para de refém e passa a ser referência na região. É assim que se constrói uma via de mão dupla: cada lado investindo no próprio lado, os dois colhendo juntos.
É por isso que o Classificado da Beleza existe. Aqui, quem procura profissional encontra quem leva a carreira a sério. Quem procura vaga encontra quem valoriza o trabalho bem feito. E este espaço — estas colunas — serão sempre o lugar onde eu vou provocar, apontar caminhos e falar o que o setor precisa ouvir, com o carinho de quem vive dele há mais de uma década.
A beleza cuida de todos nós. Está na hora de cuidarmos da beleza — organizando o setor que nos sustenta.
Nos próximos textos, vou tratar de temas que separam quem sobrevive de quem cresce no setor da beleza. Se você é dono de salão, barbearia ou espaço de beleza — ou profissional que quer ir além —, está no lugar certo.
