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Mercado global de beleza deve quase dobrar até 2035 — e o salão brasileiro já pode se preparar para a onda

Por Diógenes Ferreira — Classificado da Beleza

Dono de salão revisando a agenda em um salão movimentado

O mercado de beleza está prestes a viver sua maior década de crescimento. Segundo levantamento da Business Research Insights, divulgado pela Veja, o mercado global de beleza deve passar de US$ 100,94 bilhões em 2026 para US$ 197,81 bilhões até 2035 — praticamente dobrando de tamanho, com crescimento médio de 7,76% ao ano.

E o Brasil não está de fora da festa. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar faturou R$ 74,3 bilhões em 2025 no franchising, alta de 14,6% sobre o ano anterior.

O que as grandes redes estão fazendo para crescer

A matéria mostra que as redes de estética que mais crescem não estão apenas abrindo unidades — estão mudando a forma de trabalhar. Quatro movimentos aparecem em todos os exemplos:

1. Nicho e especialização. A Homenz, rede focada em estética e saúde masculina, fechou 2025 com R$ 160 milhões de faturamento, 34 mil pacientes atendidos e 82 clínicas em operação. O consumidor masculino mudou: busca acompanhamento contínuo, e não só resolver um problema pontual.

2. Receita além do serviço. A LypeDepyl, especializada em depilação a laser, faturou R$ 25 milhões em 2025 e projeta R$ 30 milhões em 2026 — com uma linha própria de 10 dermocosméticos vendidos nas unidades. A lógica: a relação com o cliente não termina quando ele sai da cadeira.

3. Digital integrado ao físico. O Emagrecentro, com mais de 450 unidades, integra atendimento digital e presencial para manter o paciente conectado ao tratamento entre uma visita e outra — e prevê crescer cerca de 20% em 2026.

4. Recorrência e fidelização. Modelos de assinatura e acompanhamento contínuo transformam o cliente ocasional em cliente mensal — a receita deixa de depender da sorte do dia.

O que isso ensina ao dono de salão e de barbearia

Aqui está o ponto que interessa a quem comanda um salão ou barbearia: essas quatro alavancas não são exclusividade de rede com dezenas de unidades. Elas funcionam na sua escala, no seu bairro:

  • Especialize-se. O salão que tenta ser tudo para todo mundo vira commodity. O que o seu espaço faz melhor que os concorrentes da região? Esse é o seu nicho.
  • Venda além do serviço. Produtos de home care, kits e indicação pós-procedimento aumentam o ticket sem precisar de mais horário na agenda.
  • Esteja no digital de verdade. Não é só postar foto: é responder no direct, manter o Google Meu Negócio atualizado e usar o digital para acompanhar o cliente entre as visitas.
  • Crie recorrência. Plano de fidelidade, pacote mensal, retorno agendado na saída. Cliente que volta é cliente que custa zero de aquisição.

O bolo vai crescer. A pergunta é: quem vai pegar a fatia?

O mercado global de beleza vai quase dobrar até 2035. Esse crescimento não vai se distribuir por sorte — vai se concentrar nas empresas que se organizarem para capturá-lo: com gestão, equipe preparada, presença digital e estratégia de fidelização.

Para o setor da beleza brasileiro, a mensagem da matéria é clara: o futuro pertence a quem se especializa, se organiza e se profissionaliza. Quem continuar trabalhando no improviso vai assistir ao maior crescimento da história do setor de fora dele.

O Classificado da Beleza existe exatamente para preparar o setor para essa onda — com qualificação de profissionais, gestão e organização para os salões.

O bolo vai crescer. Quem se organizar pega a fatia.